Olhei para baixo e um misto de vertigem e encanto me tomou.
Apesar da chuva forte, a cidade continuava a se movimentar. Ao invés de cabeças, lá de cima, do prédio onde eu estava, a paisagem era tomada por uma gama de guarda-chuvas dos mais diversos, cada qual com estampas e detalhes diferenciados.
Alguns com cores mais fortes, outros não tão chamativos. Uns grandes, outros menores. Alguns já velhinhos e outros novos em folha. Naquele momento fingi que cada guarda-chuvas daqueles era único.
Congele a cena e façamos agora uma simples analogia.
Não seria esse o retrato da humanidade? Por mais que nos percamos em meio a multidão, cada um de nós é único. Isso não é uma tentativa de abastecer nosso egocentrismo, é um fato. Cada sujeito que nesse mundo é jogado tem um conjunto de características genéticas, fenotípicas e subjetivas que o faz único. Somos únicos em nossas estampas, em nossas cores, em nosso tempo.
Não seria esta nossa maior beleza? Lá de cima aquilo me pareceu tão óbvio.
A poesia daquele momento me fascinou, mas logo, logo, com a estiagem da chuva, a concretude da realidade me atingiu em cheio e observei os guarda-chuvas, aos poucos, serem fechados, escondidos e extintos da paisagem.
Imagem de capa: Farah-Gasimzade
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